Perdemos nossa empatia?
A pandemia de COVID-19 desafiou a humanidade, não só na questão sanitária, mas também na forma como as pessoas lidaram com a doença. Em grandes tragédias podemos ver exemplos de solidariedade, mensagens e ajudas vindas de muitos lugares, mas por que durante a pandemia de COVID-19 nem sempre vimos essa solidariedade nas pessoas? Por que tanta resistência em usar máscara? Por que a necessidade de sair e se aglomerar? Por que essa dificuldade de olhar o próximo? A penúltima pergunta pode ser respondida mais facilmente. Somos seres sociais, precisamos estar com outras pessoas. Porém, em um momento em que muitas pessoas perderam a vida para um vírus contagioso, como conseguir se divertir sem moderação? A dor do outro às vezes não nos atinge, e nos comportamos como se algo tão próximo ainda estivesse distante. E se a empatia parece faltar, como mudar isso?
É possível ter empatia?
A empatia exige disposição para se colocar no lugar do outro. Talvez aí esteja a primeira barreira: ninguém gosta de sofrer, de sentir sentimentos negativos, então por medo de sentir aquele sentimento ruim do outro, é preferível ignorar. Só que para ter empatia não precisamos absorver tudo de ruim da outra pessoa, precisamos praticar o exercício de saber ouvir e, depois de ouvir, saber acolher. E o que seria esse “acolher”? Primeiro saber ouvir e entender o que o outro traz, o que ele está passando. Entender que cada indivíduo é único e, com isso, ouvir o outro sem julgamento, sabendo que a realidade dele é diferente da sua, que cada um sente as coisas de formas diferentes. Muita gente acha que precisamos ter sempre uma palavra de conforto, mas às vezes o simples fato de escutar sem julgar já é o alento de que a pessoa precisa. É difícil, pelas nossas vivências, ouvir sem comparar o que é dito pelo outro com o que faríamos naquele lugar, e por isso vale diferenciar a nossa experiência da experiência de quem fala.
Somos egoístas?
Quando alguma tragédia acontece longe da gente, vemos muitas demonstrações de empatia, de apoio. Mas por que uma pandemia parece não despertar esse sentimento com a mesma força? Por que é mais fácil sermos solidários com coisas que acontecem longe? Já a pandemia de COVID-19 atinge a todos nós, sem distinção de gênero, etnia ou classe social, e exige que cada um tome atitudes e abra mão de muitas coisas, o que nem sempre é fácil. É difícil mudar uma forma de pensamento enraizada, porém é possível tentar. Podemos começar essa mudança em nós mesmos e, aos poucos, influenciar outras pessoas a pensarem mais no próximo.
Se o sofrimento emocional estiver pesado, a Aster Psicologia e Psiquiatria Guarulhos, no bairro do Bom Clima, oferece acolhimento psicológico com a abordagem da Terapia Cognitivo Comportamental para adultos, adolescentes, idosos e casais.
Quando procurar ajuda profissional
Se você sente dificuldade de se conectar com as pessoas, vive conflitos frequentes nas relações ou ainda carrega angústia e luto vividos na pandemia, procure apoio. Veja o tratamento para luto e o atendimento com psicólogo em Guarulhos.
Se o sofrimento for muito intenso ou houver pensamentos de se machucar, ligue para o CVV (188, 24h, gratuito). O atendimento pode ser presencial, no Bom Clima, em Guarulhos, ou online.
Perguntas frequentes
O que é empatia?
Empatia é a capacidade de entender o que o outro sente e se colocar no lugar dele, sem julgamentos. Ela envolve escuta atenta e acolhimento, e não exige que você absorva o sofrimento alheio nem que tenha sempre uma palavra de conforto. É uma habilidade que pode ser desenvolvida com prática.
Por que algumas pessoas têm dificuldade de ter empatia?
Há vários motivos: medo de sentir emoções difíceis, cansaço, vivências pessoais, comparações com a própria experiência e o fato de a dor de outra pessoa parecer distante. Dificuldade de empatia não define a pessoa para sempre, e pode ser trabalhada com autoconhecimento e, se desejado, com psicoterapia.
Como praticar a empatia no dia a dia?
Ouça sem interromper e sem julgar, evite comparar o que o outro vive com a sua experiência, valide os sentimentos dele e perceba que cada pessoa sente de um jeito. Às vezes, apenas estar presente já é um acolhimento. Perguntar como a pessoa quer ser ajudada também é um gesto empático.
A pandemia afetou a saúde mental e as relações?
Sim, afetou muitas pessoas. O medo, o isolamento, o luto, a perda de renda e as mudanças de rotina contribuíram para ansiedade, tristeza e conflitos. Os efeitos variaram de pessoa para pessoa. Quem ainda sente sofrimento relacionado a esse período pode buscar apoio psicológico.
A terapia pode ajudar a melhorar a empatia e as relações?
Sim, pode ajudar. A psicoterapia favorece o autoconhecimento, a regulação das emoções e a comunicação, o que melhora a forma de se relacionar. A Terapia Cognitivo-Comportamental, usada na Aster em Guarulhos e online, trabalha pensamentos e comportamentos. Os resultados dependem de cada caso.



