Coração disparado, falta de ar, tontura e a sensação de que algo terrível vai acontecer a qualquer momento: assim muitas pessoas descrevem uma crise de pânico. O transtorno do pânico tem tratamento, e entender o que está acontecendo no corpo já é um primeiro passo para recuperar a sensação de controle. Na Aster Psicologia e Psiquiatria, em Guarulhos, o cuidado combina psicoterapia baseada na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) e, quando indicado, acompanhamento psiquiátrico.
O que é o transtorno do pânico?
Diferente da ansiedade, que é um estado de vigilância mais contínuo, o transtorno do pânico — também chamado de síndrome do pânico — envolve crises intensas, em que a ansiedade chega ao extremo. O medo e a insegurança tomam conta, e a pessoa sente que vai perder o controle da situação.
Durante a crise, o corpo reage com sintomas fortes, e muita gente chega a acreditar que vai morrer ali, sem chance de receber ajuda ou de ter alguém a quem recorrer. No transtorno do pânico, essas crises se repetem, e a pessoa passa a viver com medo de ter uma nova crise, o que pode levar a evitar lugares e situações.
Segundo o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-IV-TR), o ataque de pânico é representado por um período distinto no qual há o início súbito de intensa apreensão, temor ou terror, frequentemente associado a sentimentos de catástrofe iminente. Durante esses ataques, estão presentes sintomas como falta de ar, palpitações, dor ou desconforto no peito, sensação de sufocamento e medo de enlouquecer ou de perder o controle.
Sintomas da crise de pânico
Os sintomas aparecem de forma súbita e costumam atingir o pico em poucos minutos. Entre os mais comuns estão:
- taquicardia ou coração acelerado;
- suor frio;
- tontura e sensação de desmaio;
- boca seca;
- sensação de fraqueza;
- falta de ar ou sensação de sufocamento;
- dor ou desconforto no peito;
- senso de irrealidade, como se o mundo ou o próprio corpo parecessem estranhos;
- medo de enlouquecer, de perder o controle ou de morrer;
- outros grandes desconfortos físicos.
Importante: dor no peito, falta de ar e desmaio também podem ter causas clínicas. Se for a primeira vez, se os sintomas forem diferentes do habitual ou se houver dúvida, procure o pronto-socorro mais próximo ou ligue para o SAMU (192). Descartar outras causas faz parte do cuidado.
Por que a crise de pânico acontece?
A “resposta de emergência” do corpo
Pessoas com transtorno do pânico costumam ter pensamentos exagerados em relação a situações que interpretam como perigosas. Com isso, entra em ação o sistema de “resposta de emergência”, ativado pela percepção de perigo do próprio organismo.
Ao longo da evolução, o ser humano desenvolveu esse sistema para sobreviver diante de um perigo físico real. Ele prepara o corpo para lutar ou fugir, ou o inibe, com reações como imobilidade ou desmaio. O problema é que, no pânico, esse alarme dispara sem que exista um perigo real.
Essa resposta de emergência pode assustar muito, porque provoca sensações físicas desagradáveis — coração acelerado, tontura, fraqueza, irrealidade — que passam a ser vistas como sinais de perigo. Assim, as reações aumentam a ansiedade, que aumenta os medos e os sintomas, num ciclo. Além disso, a crença de que os sintomas anunciam uma catástrofe contribui para a dependência de outras pessoas e para a evitação fóbica: a pessoa passa a fugir de lugares e situações onde teme ter uma crise.
Gatilhos e fatores de risco
É comum a crise de pânico surgir a partir de gatilhos. Um estresse intenso, somado a predisposição genética, histórico de ansiedade ou outras queixas, pode desencadear de repente essas crises que as pessoas chamam de ataque de pânico. Nem sempre o gatilho é fácil de identificar, e esse é justamente um dos trabalhos feitos em terapia.
Exercícios que podem ajudar na ansiedade e na crise de pânico
Algumas estratégias simples ajudam a atravessar a crise com menos sofrimento. Elas não substituem o tratamento, mas são ferramentas úteis no dia a dia:
- Respiração lenta: inspire pelo nariz devagar, segure por um instante e solte o ar pela boca, mais devagar do que inspirou. Repita por alguns minutos. A respiração guiada do nosso site pode ajudar a manter o ritmo.
- Aterramento nos sentidos: nomeie coisas que você vê, ouve, toca, sente o cheiro e o gosto. A técnica de aterramento 5-4-3-2-1 traz a atenção de volta ao presente.
- Nomear o que está acontecendo: dizer para si mesmo “isso é uma crise de pânico, é muito desconfortável, mas vai passar” ajuda a quebrar o ciclo de catástrofe.
- Não lutar contra as sensações: tentar expulsar os sintomas costuma aumentar a ansiedade. Observar as sensações, sem julgá-las, tende a diminuir sua intensidade.
- Registrar depois da crise: anotar onde você estava, o que pensou e o que sentiu ajuda a identificar gatilhos para levar à terapia. O diário de emoções pode ser usado para isso.
Como é o tratamento do transtorno do pânico
O tratamento costuma combinar duas frentes, definidas após a avaliação profissional:
- Psicoterapia: a terapia cognitivo-comportamental traz uma série de treinos e exercícios que ajudam a pessoa a identificar os gatilhos e a impedir que eles avancem até a crise. Ela também trabalha as interpretações catastróficas das sensações do corpo e, aos poucos, ajuda a enfrentar as situações que vinham sendo evitadas. Saiba mais sobre a TCC.
- Acompanhamento psiquiátrico: em alguns casos, a conduta medicamentosa é indicada pelo médico psiquiatra, que avalia a necessidade, acompanha os efeitos e ajusta o tratamento. Medicamentos nunca devem ser usados ou interrompidos por conta própria.
O tempo de tratamento varia de pessoa para pessoa, conforme a intensidade das crises, há quanto tempo elas acontecem e a presença de outras condições, como depressão ou outros transtornos de ansiedade.
Quando procurar ajuda
Procure um psicólogo ou psiquiatra se:
- as crises se repetem ou você vive com medo de ter uma nova crise;
- você passou a evitar lugares, transporte, multidões ou ficar sozinho;
- o medo está atrapalhando o trabalho, os estudos ou os relacionamentos;
- você sente medo constante e não sabe explicar o motivo;
- surgiram tristeza persistente, desânimo ou uso de álcool para lidar com a ansiedade.
Se em algum momento surgirem pensamentos de se machucar ou de não querer mais viver, ligue para o CVV (188, gratuito, 24 horas). Em emergência, ligue para o SAMU (192) ou vá ao pronto-socorro mais próximo.
Psicoterapia para transtorno do pânico na Aster, em Guarulhos
Na Aster Psicologia e Psiquiatria Guarulhos, nossos profissionais utilizam técnicas atuais da psicologia, com base na TCC, para o tratamento do transtorno do pânico. A equipe conta com psicólogos e médicos psiquiatras, o que permite integrar psicoterapia e avaliação psiquiátrica quando necessário. Para ansiedade de forma mais ampla, veja também o nosso conteúdo sobre tratamento para ansiedade.
Você pode começar pela pré-consulta gratuita com uma psicóloga, que é uma avaliação inicial do caso para orientar os próximos passos. A clínica fica no Jardim Bom Clima, em frente ao Hospital e Maternidade Bom Clima, e atende de segunda a sexta, das 7h às 22h, e aos sábados, das 7h às 18h. Também há atendimento online e plantão 24h para psiquiatria online e acolhimento psicológico. Telefone (11) 2447-1029 e WhatsApp (11) 98528-6840.
Perguntas frequentes
O que é a síndrome do pânico?
A síndrome do pânico, ou transtorno do pânico, é uma condição em que a pessoa tem crises repetidas de medo intenso e súbito, acompanhadas de sintomas físicos fortes, como taquicardia, falta de ar e tontura. Entre uma crise e outra, é comum viver com medo de uma nova crise e evitar situações. Tem tratamento, geralmente com psicoterapia e, quando indicado, acompanhamento psiquiátrico.
Quais os sintomas de uma crise de pânico?
Os sintomas mais comuns são coração acelerado, suor frio, tontura, sensação de desmaio, boca seca, fraqueza, falta de ar, dor ou desconforto no peito e sensação de irrealidade. Também aparece medo de morrer, enlouquecer ou perder o controle. Como alguns sintomas podem ter causa clínica, na primeira crise ou em caso de dúvida procure o pronto-socorro ou ligue para o SAMU (192).
Como melhorar a crise de pânico na hora?
Respirar devagar, soltando o ar mais lentamente do que inspira, é uma das estratégias mais úteis durante a crise. Técnicas de aterramento, como a 5-4-3-2-1, e lembrar a si mesmo que a crise é desconfortável mas passa também ajudam. Evite lutar contra as sensações. Essas estratégias aliviam o momento, mas o tratamento com psicólogo ajuda a reduzir a frequência das crises.
Posso ter crise de pânico dormindo?
Sim, existem crises de pânico noturnas, em que a pessoa acorda de repente com medo intenso, coração acelerado e falta de ar. Elas podem assustar muito e gerar medo de dormir. Como sintomas noturnos também podem ter outras causas, vale relatar ao médico. Na psicoterapia, essas crises são trabalhadas junto com o restante do quadro de ansiedade.
Sinto medo o tempo todo, o que pode ser isso?
Medo constante pode estar ligado a diferentes quadros, como transtorno de ansiedade, transtorno do pânico, fobias ou estresse intenso, e só um profissional consegue avaliar o que está acontecendo. Se o medo atrapalha sua rotina, seu sono ou seus relacionamentos, procure um psicólogo ou psiquiatra. A pré-consulta gratuita da Aster pode ser um primeiro passo para entender o seu caso.
Transtorno do pânico tem cura?
O transtorno do pânico tem tratamento, e muitas pessoas conseguem reduzir muito as crises e voltar a fazer o que evitavam. A terapia cognitivo-comportamental é uma das abordagens com mais evidências para o pânico, e o psiquiatra pode indicar medicação quando necessário. A evolução varia de pessoa para pessoa, por isso o acompanhamento profissional é fundamental.
Psicólogo ou psiquiatra: quem procurar para crise de pânico?
Os dois podem ajudar, e muitas vezes trabalham juntos. O psicólogo conduz a psicoterapia, que ensina a identificar gatilhos e lidar com as sensações sem entrar no ciclo do medo. O psiquiatra é médico, avalia se há necessidade de medicação e acompanha o tratamento. Na Aster, em Guarulhos, há psicólogos e psiquiatras na mesma equipe.
Tem tratamento online para síndrome do pânico?
Sim. A Aster oferece psicoterapia e psiquiatria online para pessoas de todo o Brasil e do exterior, além do atendimento presencial no Jardim Bom Clima, em Guarulhos. Há também plantão 24h para psiquiatria online e acolhimento psicológico. O atendimento online pode ser útil para quem tem dificuldade de sair de casa por causa das crises.
























