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Transtornos mentais

O que leva uma pessoa a cometer suicídio?

3 min de leitura Atualizado em Equipe Aster Psicologia

O que leva uma pessoa a cometer suicídio? — Blog Aster Psicologia

O suicídio é um fenômeno complexo e multifacetado que pode ser influenciado por uma combinação de fatores biológicos, psicológicos, sociais e ambientais. Entender o que leva uma pessoa a morrer por suicídio envolve considerar esses múltiplos aspectos, que frequentemente interagem de maneiras complicadas. Aqui estão alguns dos principais fatores que podem contribuir para o risco de suicídio:

  1. Transtornos Mentais
  • Depressão: A depressão é um dos principais fatores de risco para o suicídio. Sentimentos de desesperança, tristeza profunda, e uma percepção distorcida da realidade podem levar a pessoa a sentir que não há saída para o seu sofrimento.
  • Transtornos de Ansiedade: Transtornos como a ansiedade generalizada, transtorno de pânico, e o transtorno de estresse pós-traumático (TEPT) também estão associados a um risco aumentado de suicídio, especialmente quando coexistem com a depressão.
  • Transtorno Bipolar: Pessoas com transtorno bipolar podem enfrentar fases de depressão grave, que aumentam o risco de suicídio, especialmente sem tratamento adequado.
  • Esquizofrenia: A esquizofrenia e outros transtornos psicóticos também podem aumentar o risco de suicídio, particularmente durante os primeiros anos da doença ou quando há sintomas como alucinações e delírios.
  1. Experiências de Vida Traumáticas
  • Abuso e Negligência: Pessoas que sofreram abuso físico, emocional ou sexual, especialmente durante a infância, têm um risco maior de suicídio. Experiências traumáticas podem causar danos duradouros à saúde mental.
  • Perda e Luto: A morte de uma pessoa amada, o fim de um relacionamento significativo, ou outras formas de perda podem precipitar crises emocionais que levam ao suicídio.
  • Bullying e Assédio: Tanto o bullying quanto o assédio, seja físico ou virtual, podem ter efeitos devastadores na saúde mental, especialmente em adolescentes e jovens adultos.
  1. Problemas Sociais e Econômicos
  • Isolamento Social: Sentir-se desconectado dos outros, sem um sistema de apoio social, pode aumentar o risco de suicídio. O isolamento social pode ocorrer por diversos motivos, como mudanças de vida, solidão, ou falta de relacionamentos significativos.
  • Desemprego e Problemas Financeiros: A perda de emprego, dificuldades financeiras severas, e o consequente estresse e vergonha associados podem levar a sentimentos de desespero e contribuir para o risco de suicídio.
  • Estigma e Discriminação: Pessoas que enfrentam estigmas relacionados à sexualidade, identidade de gênero, raça, ou doenças mentais estão em maior risco de suicídio, especialmente se não tiverem acesso ao apoio adequado.
  1. Fatores Biológicos e Genéticos
  • História Familiar de Suicídio: Indivíduos com histórico familiar de suicídio ou comportamento suicida podem ter um risco maior, possivelmente devido a uma combinação de fatores genéticos e ambientais.
  • Fatores Neurobiológicos: Alterações no funcionamento do cérebro, ligadas a certos transtornos psiquiátricos, têm sido associadas a maior vulnerabilidade ao comportamento suicida. Isso não é simples nem determinista.
  1. Fatores de Personalidade
  • Impulsividade: Pessoas com traços impulsivos podem ter maior risco de tentativa de suicídio, especialmente em momentos de crise, sem considerar plenamente as consequências.
  • Baixa Autoestima: Uma visão negativa de si mesmo, junto com sentimentos de inutilidade e desesperança, pode contribuir para o comportamento suicida.
  1. Eventos e Crises Recorrentes
  • Crises Relacionais: Conflitos familiares, divórcios, e problemas graves de relacionamento podem ser fatores de risco, especialmente em pessoas que já têm uma predisposição.
  • Doenças Crônicas ou Terminais: Pessoas que sofrem de doenças crônicas, terminais ou que experimentam dor física constante podem sentir um sofrimento muito intenso e perder a esperança.
  1. Abuso de Substâncias
  • Alcoolismo e Dependência de Drogas: O uso excessivo de álcool e drogas pode desinibir comportamentos suicidas, além de aumentar a impulsividade e agravar condições mentais subjacentes, como a depressão.
  1. Falta de Acesso a Tratamento de Saúde Mental
  • Barreiras no Acesso ao Tratamento: A falta de acesso a cuidados de saúde mental adequados, seja por razões econômicas, geográficas, ou devido ao estigma, pode impedir que as pessoas recebam o tratamento necessário para evitar o suicídio.

Conclusão

O suicídio geralmente resulta de um conjunto complexo de fatores, tanto internos quanto externos. É importante reconhecer que, em muitos casos, o suicídio pode ser prevenido com o apoio adequado. Isso inclui não apenas tratamento médico e psicológico, mas também o suporte de amigos, familiares e comunidades. A conscientização, como promovida pelo Setembro Amarelo, é fundamental para ajudar a identificar e tratar pessoas em risco antes que alcancem um ponto de crise.

Quando procurar ajuda profissional

Procure ajuda se você sente que não vê saída, se tem pensamentos de morte ou de se machucar, ou se alguém próximo demonstra esses sinais. Você não precisa enfrentar isso sozinho. Em risco imediato, ligue para o CVV no 188 (24h, gratuito), para o SAMU no 192 ou vá ao pronto-socorro mais próximo.

Para cuidado continuado, a Aster atende em Guarulhos e online, com consulta com psiquiatra e tratamento da depressão com psicólogo. Veja também o psiquiatra online, com plantão 24h.

Perguntas frequentes

Quais são os fatores de risco para o suicídio?

Os fatores de risco incluem transtornos mentais não tratados, como depressão, histórico de abuso, perdas e luto, isolamento, problemas financeiros, uso de álcool e drogas, histórico familiar e dificuldade de acesso a cuidado. Ter fatores de risco não significa que a pessoa vai tentar suicídio, mas indica a necessidade de atenção e apoio.

Quais sinais de alerta devo observar em alguém?

Falas de desesperança ou de querer desaparecer, isolamento, despedidas, mudanças bruscas de humor ou de comportamento, aumento do uso de álcool e drogas e desinteresse por tudo são sinais importantes. Leve a sério qualquer fala sobre morte. Pergunte com cuidado, ouça sem julgar e procure ajuda profissional imediatamente.

Falar sobre suicídio pode aumentar o risco?

Não. Perguntar diretamente, com acolhimento e sem julgamento, não provoca o suicídio e pode trazer alívio a quem está sofrendo. O silêncio e o estigma é que dificultam o pedido de ajuda. Ouça com atenção, não minimize a dor e incentive a busca por um profissional de saúde.

O que fazer se eu ou alguém estiver em risco imediato?

Ligue para o CVV no 188, que funciona 24 horas e é gratuito, ou para o SAMU no 192, ou vá ao pronto-socorro mais próximo. Não deixe a pessoa sozinha e afaste meios que possam ser usados para se machucar. Depois da crise, procure acompanhamento com psicólogo e psiquiatra.

Tem atendimento para crise emocional em Guarulhos e online?

Sim. A Aster oferece plantão 24h para psiquiatria online e acolhimento psicológico, além de atendimento presencial em Guarulhos, no Jardim Bom Clima. Em risco imediato à vida, o plantão não substitui o CVV (188), o SAMU (192) ou o pronto-socorro. Contato pelo WhatsApp (11) 98528-6840.

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Agende uma pré-consulta gratuita de psicologia ou fale com nossa equipe. Atendimento presencial no Bom Clima, em Guarulhos, e online.

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